Risco cardíaco: você sabe o seu?
Na edição passada eu prometi. Hoje o escore PREVENT ganha uma edição só dele.
ALÉM DA BALANÇA
Na última edição, terminei com uma pergunta: você sabe qual é o seu risco cardiovascular? E fiz uma promessa: o escore PREVENT ganharia uma edição só dele.
Muita gente responde à pergunta com o que tem à mão. "Meu colesterol está um pouco alto." "Minha pressão é boa." "Estou acima do peso." Cada uma dessas frases diz alguma coisa, mas nenhuma responde à pergunta. Risco cardiovascular não é um exame. É uma estimativa que junta vários exames e algumas informações da sua história para responder a uma coisa só: qual a chance de um infarto ou de um AVC nos próximos anos.
Hoje vamos entender como essa estimativa é feita, o que o resultado quer dizer e o que ele não consegue dizer.
Estimar não é adivinhar
Você sabe de onde vem o número que uma calculadora de risco devolve?
Um escore de risco é uma conta construída a partir do que aconteceu com muitas pessoas acompanhadas por anos. Os pesquisadores registram quem tinha pressão alta, quem fumava, quem tinha diabetes, e depois observam quem teve um infarto ou um AVC. Com isso, descobrem quanto cada fator pesa. Quando você entra na conta com os seus dados, o resultado diz quantas pessoas parecidas com você, em cada cem, tiveram um evento naquele período.
Por isso o escore fala de probabilidade. Um risco de 8% em 10 anos significa que, de cada cem pessoas com um perfil igual ao seu, cerca de oito tiveram um evento. Não diz se você estará entre as oito.
Por que um escore novo
Por que a cardiologia trocou uma conta que usava havia anos?
O PREVENT foi publicado pela American Heart Association em 2024. Foi construído com dados de cerca de 3,3 milhões de pessoas e depois testado em outros 3,3 milhões, de bases de dados diferentes das usadas na construção.²
Ele existe porque o escore anterior, usado nos Estados Unidos, tinha envelhecido. Testado nas mesmas pessoas, ele estimava um risco de infarto e AVC cerca de 50% maior do que o que de fato aconteceu.² Um escore que exagera o risco leva a tratar quem talvez não precisasse. O PREVENT também desconta da conta a chance de a pessoa morrer antes por outra causa, justamente para não superestimar o risco nem o benefício do tratamento.²
Em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia passou a recomendá-lo como a ferramenta preferencial para estimar o risco de infarto e AVC em adultos de 30 a 79 anos que ainda não tiveram doença cardiovascular. É uma recomendação forte, com certeza alta na evidência.¹
O que entra na conta
Você sabe quais dos seus exames entram no cálculo do seu risco?
Quase tudo o que entra você já conhece de consulta: idade, sexo, pressão arterial, colesterol total e HDL, se você fuma, se tem diabetes, se usa remédio para pressão e se usa estatina, o remédio para colesterol.²
E há o item que a edição passada já adiantou: a função dos rins, estimada a partir de um exame de sangue simples, a creatinina, que entra num cálculo da capacidade de filtração dos rins. Os autores explicam a escolha: obesidade, diabetes e doença dos rins costumam andar juntas e aumentar o risco cardiovascular em conjunto, e estudos anteriores já mostravam que incluir a função dos rins melhora a estimativa.²
Se o seu médico tiver também a hemoglobina glicada ou a dosagem de albumina na urina, elas podem entrar como itens opcionais.¹˒² Em pessoas com sobrepeso ou obesidade, a diretriz brasileira de obesidade recomenda usar o escore justamente no modo que inclui a hemoglobina glicada.³
E o peso, onde fica?
Como vimos na Ed02, o IMC não entra na conta do risco de infarto e AVC. Ele entra na parte do escore que estima o risco de insuficiência cardíaca, que é quando o coração perde força para bombear. Ali o excesso de peso pesa de verdade, principalmente acima de um IMC de 30.²
Isso não quer dizer que o peso não importa para as artérias. Boa parte do mal que o excesso de gordura faz a elas já aparece na conta por outros caminhos: na pressão que sobe, na glicose que desregula, no colesterol que muda.
E há um limite importante: pela diretriz brasileira de obesidade, o PREVENT só deve ser usado em quem tem IMC abaixo de 40. Acima disso, a pessoa já é considerada de risco cardiovascular alto, mesmo sem nenhum sintoma, e a conta não é necessária para chegar a essa conclusão.³
Dez anos e trinta anos
Se o seu risco em 10 anos vier baixo, você pode ficar tranquilo?
O PREVENT entrega duas respostas: o risco em 10 anos e o risco em 30 anos.¹˒²
O risco em 10 anos é o que o médico usa para decidir conduta, por exemplo se é hora de tratar o colesterol com remédio.¹
O de 30 anos tem outra função, e ela é especialmente importante para quem é jovem. Como a idade é o fator que mais pesa na conta, uma pessoa de 35 anos com pressão alta, colesterol alto e cigarro costuma ter um risco em 10 anos baixo. O número tranquiliza, e não deveria. A diretriz reconhece isso e sugere que, a partir dos 30 anos, o risco em 30 anos pode ser usado para mostrar o que esses fatores estão construindo ao longo do tempo. Ainda não existe um ponto de corte para ele: o objetivo declarado é aumentar a consciência sobre os fatores de risco e a motivação para cuidar deles.¹
O resultado vira uma categoria
Você sabe em que faixa de risco você está?
Para quem ainda não teve evento cardiovascular, o resultado em 10 anos ajuda a situar a pessoa numa faixa:¹
- Baixo: menos de 5% em 10 anos, sem fatores agravantes e sem diabetes tipo 2.
- Intermediário: de 5% a menos de 20%, sem agravantes. Também cai aqui quem tem risco calculado abaixo de 5%, mas com algum agravante.
- Alto: 20% ou mais. Também cai aqui quem estava no intermediário e tem algum agravante.
É a partir dessa classificação que se definem as metas do tratamento. Quanto mais alto o risco, mais baixa a meta de LDL, o chamado colesterol ruim. No risco baixo, a meta de LDL é ficar abaixo de 115 mg/dL; no risco alto, ela cai para menos de 70 mg/dL. As outras categorias têm metas próprias.¹ Junto com o LDL, o médico ajusta o controle da glicose, da pressão arterial e das outras condições que já tenham aparecido, como a gordura no fígado, para tirar da prevenção o máximo de benefício.
A conta não é a única porta de entrada. Diabetes, colesterol muito alto e exames de imagem também definem a categoria, com regras próprias.¹ Placas que ainda obstruem menos da metade das artérias do pescoço (as carótidas) ou do coração, um escore de cálcio nas coronárias acima de 100 ou acima do esperado para a idade e o sexo, e um aneurisma da aorta abdominal levam a pessoa direto ao risco alto, sem passar pela conta. Quando a placa já obstrui metade ou mais de uma artéria, seja do coração, do cérebro ou das pernas, o risco é muito alto.¹
E se a pessoa já é de risco alto e ainda tem um agravante, ela sobe para muito alto? Pela diretriz, não. As duas categorias acima do alto, muito alto e extremo, dependem de doença aterosclerótica já instalada (um infarto, um AVC, uma placa que obstrui metade da artéria, muito cálcio nas coronárias) ou de diabetes acompanhado de vários outros fatores de risco. O extremo reúne quem já teve mais de um evento, ou um evento e pelo menos duas condições de alto risco, como diabetes, pressão alta ou cigarro.¹
A diretriz também deixou de dividir as pessoas apenas em "prevenção primária" e "prevenção secundária": o risco passa a ser visto como um contínuo, que vai do jovem sem nenhum fator de risco até quem já teve vários eventos.¹
O que pode empurrar o risco para cima
Existe algo que a conta não vê, mas que pode aumentar o seu risco?
O escore não vê tudo. Por isso a diretriz lista fatores agravantes, informações que não entram na conta mas podem reclassificar alguém para uma categoria mais alta. Entre eles:¹
- história de doença cardiovascular precoce em pai, mãe ou irmãos (antes dos 55 anos em homens, antes dos 65 em mulheres);
- adiposidade e suas manifestações, como a síndrome metabólica e a gordura no fígado, especialmente nas formas mais graves;
- doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, psoríase, lúpus e doenças inflamatórias do intestino, e a infecção crônica pelo HIV;
- transplante de órgãos;
- situações próprias das mulheres, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e menopausa antes dos 40 anos;
- e dois exames de sangue: a lipoproteína(a) e a proteína C-reativa ultrassensível.
Repare que a gordura, que ficou fora da conta de infarto e AVC, voltou por aqui: a síndrome metabólica e a esteatose hepática, a gordura no fígado, são justamente o excesso de gordura no lugar errado, e entram como agravantes.
Quem mais se beneficia de olhar os agravantes é quem cai na faixa intermediária, porque é ali que um agravante com mais frequência muda a conduta.¹
Dos dois exames de sangue, a proteína C-reativa ultrassensível, um marcador de inflamação que muitos pacientes já conhecem, conta como agravante a partir de 2 mg/L. A lipoproteína(a), a Lp(a), conta a partir de 50 mg/dL e, acima de 180 mg/dL, já coloca a pessoa direto no risco alto. A diretriz recomenda dosá-la ao menos uma vez na vida em todos os adultos.¹ A Lp(a) vai ganhar uma edição própria.
E a homocisteína? É uma pergunta que ouço com frequência no consultório, sobretudo de quem chega com um olhar mais integrativo da saúde. Ela não entra na conta e não está na lista de agravantes da diretriz brasileira de 2025.¹ Por ser uma dúvida tão recorrente, também vai ganhar uma edição só dela, com o que se sabe e o que ainda não se sabe.
O que o resultado não diz
Um número na tela basta para decidir o seu tratamento?
Quatro limites que vale ter em mente:
- Ele não foi feito para quem tem menos de 30 anos. Nessa idade ainda não existe um modelo adequado, e a avaliação se apoia nos fatores de risco e nos agravantes.¹
- Ele vai até os 79 anos. Foi desenhado para essa faixa, embora um estudo tenha mostrado bom desempenho também em pessoas mais velhas.¹
- Ele vale para IMC abaixo de 40. Acima disso, como vimos, a pessoa já é de risco alto.³
- Ele foi construído com dados de adultos dos Estados Unidos. Ainda não existe um escore construído com dados brasileiros. A diretriz escolheu o PREVENT pela robustez e por ser atual, e registra que o escore da Organização Mundial da Saúde e o Globorisk-LAC, calibrados para a população brasileira, também podem ser usados.¹
E há um limite que vale para qualquer escore: ele estima o risco de um grupo de pessoas parecidas com você. Quem transforma esse número em decisão clínica é o seu médico, estratificando o seu risco de forma adequada e orientando a melhor estratégia de prevenção. O médico lê o cenário e orienta o caminho. Quem percorre o caminho é você, o principal responsável pela sua saúde.
Na prática
- Conheça os seus números. Pressão arterial, colesterol total e HDL, glicose, hemoglobina glicada e creatinina. A hemoglobina glicada mostra a média da glicose dos últimos três meses, aproximadamente, e é um dos exames usados para diagnosticar o diabetes e o pré-diabetes. A creatinina é usada para estimar o funcionamento dos rins. São exames simples e são as informações de base para estratificar o risco. Sem eles, não há estimativa possível.
- Peça a estimativa na consulta. A calculadora do PREVENT é pública, mas o resultado precisa ser lido junto com a sua história, os agravantes e os exames. É uma conversa para ter com o seu médico, não um número para calcular sozinho e guardar.
- Se você tem entre 30 e 40 anos, pergunte também pelo risco em 30 anos. Nessa idade, o de 10 anos costuma sair baixo mesmo quando há fatores de risco importantes, e pode esconder o que está se acumulando.
- Conte ao médico o que a conta não pergunta: doença cardíaca precoce na família, doenças inflamatórias e autoimunes, tratamento de câncer, complicações na gestação, menopausa antes dos 40. Algumas dessas informações podem mudar a sua categoria.
- Lembre que boa parte dos fatores de risco é modificável. Idade e sexo não mudam. Pressão arterial, colesterol, glicose, gordura visceral, inflamação crônica e cigarro respondem a uma boa orientação terapêutica e à adesão ao tratamento, e a função dos rins pode ser protegida. A conta de hoje não precisa ser a conta de daqui a cinco anos.
Para guardar
O risco cardiovascular se estima com exames simples. O escore que a cardiologia brasileira adotou, o PREVENT, junta pressão, colesterol, glicose, cigarro e a função dos rins, entre outros dados, para estimar a chance de infarto e AVC em 10 e em 30 anos. O peso não entra nessa conta porque o estrago que o excesso de gordura faz às artérias já aparece nos outros números, e ele volta como agravante quando se manifesta como síndrome metabólica ou esteatose hepática. O resultado fala da chance de um evento. A doença, em boa parte, pode ser prevenida, e a maior parte dos itens dessa conta está ao nosso alcance.
Perguntas PRIME
Quando foi a última vez que você mediu a pressão arterial e fez os exames de colesterol e de glicose? E a sua circunferência abdominal, quando foi medida pela última vez?
Agora pense na sua família. Alguém teve infarto ou AVC cedo, antes dos 55 ou dos 65 anos?
Hoje vimos que estimar o risco cardiovascular é relativamente simples. Você conhece o seu?
E, sabendo que a maior parte desses fatores responde ao estilo de vida e ao tratamento, qual deles você acha que está alterado em você? E quais você consegue controlar, reduzir ou eliminar?
Onde o cuidado começa
A nossa saúde passa por boas escolhas. O estilo de vida reúne tudo o que faz parte do tratamento não farmacológico, e no PRIME ele se organiza em pilares.
O primeiro é a hidratação e a alimentação. É pela alimentação que o corpo se comunica com o meio externo e recebe a matéria-prima, os nutrientes, de que precisa para funcionar em equilíbrio. O excesso de carboidratos refinados favorece a resistência à insulina. A falta de proteína abre caminho para a perda de músculo e de osso e prejudica a capacidade de reparo do organismo. O excesso de ultraprocessados, com seus aditivos e edulcorantes, parece favorecer a inflamação, em parte pela ação sobre a microbiota intestinal, e é uma área em que a pesquisa avança rápido. Na minha prática, vejo essa inflamação atrapalhar o metabolismo e facilitar o acúmulo de gordura, e vejo também a alimentação desequilibrada dificultar a ação da leptina, o hormônio que sinaliza saciedade. Corrigindo a alimentação, boa parte dos fatores de risco começa a ser mitigada.
O segundo pilar é a atividade física, que costumo chamar de o remédio mais barato que existe. Para fazer parte de uma prevenção bem feita, ela precisa ser orientada como uma prescrição médica. Isso não é motivo para adiar o começo: caminhar já conta, e quem tem sintomas, doença conhecida ou passou muito tempo parado deve conversar com o médico antes de aumentar a intensidade. Os benefícios vão muito além do gasto de energia. O exercício melhora a sensibilidade à insulina e o funcionamento das mitocôndrias, ajuda o sistema nervoso a sair do estado de alerta e a lidar com o estresse, melhora o sono e a microbiota intestinal, estimula a produção de BDNF, uma proteína importante para o cérebro, e preserva músculo e fôlego, o que protege o coração. Cada um desses pontos vai aparecer em edições futuras.
Um tratamento não farmacológico bem orientado, associado ao tratamento com remédios quando ele é necessário, pode controlar a maior parte dos fatores de risco, reduzir de forma importante o risco cardiovascular e contribuir para um envelhecimento saudável. Esse conhecimento é simples, mas a maioria das pessoas não o conhece, e o cenário mostra o custo disso. Nas capitais brasileiras, a obesidade em adultos passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024,⁴ e a doença cardiovascular aterosclerótica continua sendo a principal causa de morte no mundo e, no Brasil, a de maior impacto em adoecimento e morte.¹
Hidratação e alimentação são o primeiro pilar do Ciclo de Restauração Metabólica. Atividade física é o segundo, tão importante quanto o primeiro.
Por que esta newsletter existe O PRIME é um programa de restauração metabólica. Ele nasceu com o objetivo de olhar para a saúde fortalecendo as bases que sustentam o envelhecimento saudável e o equilíbrio do metabolismo. Observando a prática clínica todos os dias, vi o que esses fatores de risco fazem no organismo dos meus pacientes: levam à inflamação crônica e ao desequilíbrio dos processos fisiológicos. Diante desse cenário, o organismo não consegue, com facilidade, interromper o ciclo vicioso. É o que eu chamo de trava metabólica. Esse olhar para a nutrologia e para a cardiologia, enxergando a inflamação crônica e a importância dos pilares da saúde, mudou a forma como eu cuido. Ensinar isso aos meus pacientes e acompanhar os resultados fez crescer em mim a vontade de compartilhar esse conhecimento e levar orientações de saúde seguras e bem fundamentadas a mais gente. A Longevida existe para isso: é um braço do Método PRIME para trazer essas reflexões e compartilhar boas orientações de saúde. Por isso o PRIME tem essa premissa: restauração, não restrição. Dieta muitas vezes fala sobre restrição e proibição, sobre o que eu não posso. No PRIME falamos sobre mudança do estilo de vida e do padrão alimentar, a ponto de isso fazer parte de quem você é. Evitar hábitos que fazem mal deixa de ser proibição e passa a ser decisão, e é uma decisão que pode mudar a sua vida. Decida expressar o melhor de si. O PRIME te ajuda nesse caminho. |
Você sabia que o escore de risco do coração pergunta pelos seus rins? Responda a este e-mail e me conte o que mais surpreendeu você nesta edição. Eu leio as respostas, e o que vocês perguntam vira pauta das próximas edições. Um cuidado só: este é um canal educativo, não um canal de atendimento. Não envie exames, laudos nem dados pessoais de saúde por e-mail.
Se esta edição ajudou você a entender o próprio risco, encaminhe para alguém que também precisa ter essa conversa com o médico. Quem receber poderá assinar a Longevida para acompanhar as próximas edições.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. abccardiol.org.
- Khan SS, Matsushita K, Sang Y, et al. Development and validation of the American Heart Association's PREVENT equations. Circulation. 2024;149(6):430-449. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.123.067626
- Saraiva JFK, Valerio CM, Rached FH, et al. Diretriz brasileira baseada em evidências de 2025 para o manejo da obesidade e prevenção de doenças cardiovasculares: declaração de posicionamento de cinco sociedades médicas. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250621.
- Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2006-2024: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico.
Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica individual. A estimativa de risco cardiovascular e as decisões de tratamento devem ser feitas com o seu médico. Transparência: o autor é criador do Método PRIME, mencionado nesta edição. Este conteúdo não recebeu patrocínio comercial de terceiros. Dr. Frederico Ligeiro Medeiros · Cardiologista, Nutrólogo e Intensivista · CRM-MT 6489 · CRM-SP 165986 · RQE 5316 (Cardiologia) · RQE 6749 (Nutrologia) · Barra do Garças, MT. |